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O que a PryVPN guarda, linha por linha, e quem paga a conta

Toda VPN guarda algum dado para funcionar. O que a PryVPN guarda, de que forma e por quanto tempo, o que ela nunca coleta e quem paga o serviço gratuito.

Equipe PryVPNPublicado em 5 min de leitura
Ilustração: um recibo com poucos itens guardados, um relógio marcado 14 e uma pilha de moedas
Resposta curta

A PryVPN nunca registra os sites que você visita, suas consultas DNS, o conteúdo do seu tráfego nem seu IP real junto com essa atividade. Para funcionar, ela guarda seu e-mail (criptografado) com um hash da sua senha, ou o identificador da sua conta do Google, as chaves públicas dos seus aparelhos e registros de serviço de curta duração, cada um com prazo fixo. O beta é pago pelo próprio projeto: sem anúncios, sem SDK de publicidade ou de análise e sem venda de dados.

A primeira pergunta a fazer para uma VPN grátis é simples: o que vocês guardam sobre mim e quem paga tudo isso? Resposta vaga é mau sinal. Por isso este artigo responde as duas perguntas em detalhe, do jeito que a gente gostaria que qualquer provedor respondesse.

Duas regras deste blog, já que estamos aqui: nada de post patrocinado nem link de afiliado. E toda afirmação sobre a PryVPN bate com a nossa política de privacidade; se a política mudar, este artigo muda junto e mostra a data nova.

O que a gente nunca coleta

Algumas coisas não ficam guardadas "por pouco tempo" nem "anonimizadas". Elas simplesmente nunca são anotadas:

  • Os sites e apps que você usa pela PryVPN.
  • Suas consultas DNS. Nossos resolvedores respondem na memória e guardam só totais que não identificam ninguém.
  • O conteúdo do seu tráfego.
  • Seu IP original ligado à sua atividade. Os IPs dos clientes nunca ficam salvos em texto claro, só como hashes curtos com um sal que muda todo dia.
  • O horário em que você acessou um site específico.

Essa lista é o que "sem registros" deveria significar em qualquer VPN. Se quiser comparar outros provedores com ela, nosso guia sobre o que significa "sem registros" mostra como conferir.

O que a gente guarda, e por quanto tempo

VPN nenhuma funciona sem dado nenhum. Ela precisa saber quais aparelhos podem se conectar e manter o serviço no ar. Esta é a versão curta das tabelas da nossa política de privacidade:

O quê De que forma Por quanto tempo
Conta Seu endereço de e-mail, criptografado, e sua senha só como hash de mão única (Argon2id); com o Google, um hash com chave do identificador da sua conta do Google Até você excluir a conta
Aparelhos Chave pública do WireGuard, plataforma, versão do app, nome opcional e os dias em que foi adicionado e usado pela última vez 90 dias sem uso
Qual servidor tem a chave de cada aparelho Aparelho, servidor, dia de entrada e de último uso Apagado após 24 horas sem uso
Sessão ativa Servidor, chave pública, hora de início arredondada, bytes enviados e recebidos Só enquanto você está conectado
Eventos de segurança (como tentativas de login que falharam) Tipo, horário e um hash do IP com sal diário 24 horas
Registros do serviço Rota, resultado e tempos, sem IP e sem parâmetros de consulta 14 dias
Registros de acesso ao site IP encurtado para /16 (IPv4) ou /32 (IPv6) 14 dias
Contadores contra abuso (ritmo de conexões) Só na memória do kernel do servidor VPN; nunca vão para o disco Até um minuto
Estatísticas de uso opcionais Contagens diárias, desligadas a menos que você ative; grupos com menos de 10 ficam ocultos 396 dias
Diagnósticos Só se você enviar; sem ligação com a sua conta 30 dias
Gráfico de barras com o tempo que cada tipo de dado da PryVPN fica guardado, de um minuto na memória até você excluir a conta, ao lado da lista do que nunca é guardado
Os prazos num relance. As tabelas completas estão na política de privacidade.

Alguns detalhes importam tanto quanto a tabela:

  • Datado por dia. Tudo o que está ligado à sua conta leva no máximo o dia (a hora só enquanto dura uma sessão). O detalhe por minuto de que alguma lógica precisa fica só na memória e é esquecido em menos de uma hora.
  • Um e-mail ou o Google, e mais nada. Para criar a conta pedimos um endereço de e-mail e uma senha, ou a sua conta do Google: nada de nome, telefone ou cartão. O e-mail só serve para a sua conta: o código de cadastro, a troca de senha e os avisos de dispositivos novos.
  • Os backups também vencem. O que você apaga some dos backups diários do servidor em 14 dias e das cópias criptografadas offline em 30.
  • Excluir é um toque. Você exclui a conta no app ou na nossa página de exclusão de conta.

Como a gente segura o abuso sem vigiar ninguém

Os endereços compartilhados de uma VPN atraem spam e ataques, e um serviço que ignora isso vai parar em listas de bloqueio que prejudicam todo mundo. A resposta comum é registrar tudo "por via das dúvidas". A gente escolheu outra: contar comportamento, não atividade.

O kernel do servidor VPN conta com que rapidez um aparelho abre conexões e quantos destinos e portas de login diferentes ele alcança por minuto. O aparelho só é identificado pelo endereço dentro da nossa rede, nunca pela conta nem pelo IP real. Se passar de um limite, a conexão fica mais lenta por 2 minutos ou limitada à navegação web por 30, e a marcação some sozinha. Nada disso vai para o disco. Nossa página sobre abuso explica os limites, e a de transparência conta cada denúncia e cada pedido de autoridade.

Quem paga o beta

A resposta honesta é curta: o próprio projeto paga. O beta é financiado pela PryVPN, não pelos seus dados.

  • Sem anúncios no app e sem SDK de publicidade ou de análise (nem Firebase).
  • Sem venda de dados e nada injetado no seu tráfego.
  • A versão gratuita não vai sumir. Se um dia vierem extras pagos, a PryVPN grátis continua. Nossa página sobre por que é grátis diz o mesmo e é a primeira a mudar se algo mudar.

Manter os custos baixos faz parte do projeto: os servidores não guardam dados de navegação, o software é pequeno e a capacidade cresce com a procura. Quando os servidores lotam, quem chega entra numa lista de espera, em vez de todo mundo ficar com uma VPN mais lenta.

Como conferir por conta própria

Você não precisa acreditar só neste texto:

  1. Leia as tabelas da política de privacidade. Elas foram escritas para bater, linha por linha, com o que o nosso código guarda.
  2. Acompanhe a página de transparência. Lá entra cada pedido de autoridade e cada denúncia de abuso.
  3. Teste o app. O teste de vazamentos mostra qual IP e qual servidor DNS você está usando de verdade; nosso artigo de ajuda sobre privacidade explica o que esperar.
  4. Pergunte. Escreva para privacy@pryvpn.com e a gente responde sem jargão.

Se é essa a VPN que você gostaria de usar, entre no beta. É grátis e sem cartão: o app só pede um e-mail e uma senha, ou a sua conta do Google.

Fontes

  1. Política de privacidade da PryVPN (as tabelas que este artigo resume)
  2. Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018), art. 6º: princípio da necessidade
  3. Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (UE) 2016/679, artigo 5º: minimização e limitação da conservação
  4. RFC 2104: HMAC, hash com chave para autenticar mensagens (em inglês)

Viu algum erro? Escreva para support@pryvpn.com; a gente corrige e atualiza a data.

Para ir além

Guias e artigos de ajuda sobre o mesmo assunto.

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