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Veja o que a sua rede Wi-Fi vê: como funciona o nosso teste de privacidade grátis

Nossa ferramenta grátis mostra o que a rede de um café, de um hotel ou da sua casa pode saber a partir da sua própria visita, calculado no seu navegador.

Equipe PryVPNPublicado em 4 min de leitura
Ilustração: uma lupa sobre as ondas de um Wi-Fi que só encontra pacotes trancados
Resposta curta

Nossa ferramenta grátis "O que a sua rede Wi-Fi vê" usa a sua própria visita para mostrar o que quem administra o Wi-Fi poderia registrar: o nome do site, o endereço do servidor, quando você se conectou e quantos dados passaram. Tudo é calculado no seu navegador, com dados de tempo que ele já tem, e nada é enviado para a gente. Ela não consegue saber se você está numa VPN, qual servidor DNS o celular usa nem o que os outros apps fazem.

"O dono do Wi-Fi pode ver o que você acessa" é uma daquelas frases que todo mundo já ouviu e pouca gente consegue imaginar. Ele vê minhas mensagens? Minhas senhas? Os vídeos que eu assisto? Para deixar a resposta concreta, fizemos uma página grátis que mostra isso com a sua própria visita: O que a sua rede Wi-Fi vê. Veja o que ela faz, como faz isso sem coletar nada e onde estão os limites.

O que a ferramenta mostra

Abra a página em qualquer rede e ela monta um pequeno "registro do hotspot" com a visita que você acabou de fazer:

O que mostra De onde vem A rede vê sem VPN?
O nome do site A consulta de nome (DNS) e o nome no início da conexão segura (SNI) Sim, na maioria dos aparelhos e sites
O endereço do servidor A própria conexão Sim
Quando a visita começou Os dados de tempo do navegador Sim
Quantos dados passaram e em que ritmo Os dados de tempo do navegador Sim, o tamanho e os tempos, não o conteúdo
O protocolo usado O registro da conexão no navegador Sim
O tipo de aparelho, mais ou menos O que o navegador diz sobre si mesmo Muitas vezes, por outras pistas do tráfego
A página e o que você digita nela Nada: o HTTPS criptografa Não

Uma chave permite comparar o mesmo registro com a PryVPN: somem os nomes dos sites, os endereços e os tempos por site, e sobra uma única conexão criptografada até um servidor VPN e o tamanho total dela. Você também pode digitar um site que visitaria, como o do seu banco, e ver o que uma rede registraria. Essa parte é uma simulação que roda na própria página; o que você digita não vai para lugar nenhum.

Como ela funciona sem coletar nada

A gente queria uma ferramenta de privacidade que praticasse o que prega, então as regras do projeto foram rígidas:

  • Tudo é calculado no seu navegador. Os navegadores já guardam dados de tempo padronizados de cada página que carregam (as especificações Navigation Timing e Resource Timing do W3C): quando a consulta de nome começou e terminou, quando a conexão segura começou, qual protocolo foi usado, quantos bytes chegaram. A página lê esses valores do seu próprio navegador e traduz para linguagem simples.
  • Nada é enviado para a gente. As medições e o que você digita ficam na página.
  • Sem rastreadores, sem cookies, sem scripts de terceiros. Como o resto do pryvpn.com.
  • Sem descobrir localização. Não transformamos endereços em lugar nem em operadora.

O que ela não consegue saber

Ser honesto sobre os limites faz parte da ferramenta. De dentro de uma página web, ela não consegue saber:

  • Se você está numa VPN agora. Da página, as duas situações parecem iguais. Por isso a comparação é uma chave, não um veredito.
  • Qual servidor DNS o seu celular usa, nem se ele criptografa as consultas. Um teste honesto de vazamento de DNS precisa de um servidor DNS próprio, que não temos para o site. O app da PryVPN tem um teste de vazamentos para isso; nosso artigo de ajuda sobre o teste de vazamentos explica.
  • O que os outros apps do celular estão fazendo. Ela só vê esta aba do navegador.
  • Se esta rede específica é falsa. Um hotspot que imita outro mostra o mesmo registro.

Por que o nome do site aparece mesmo com HTTPS

A linha que mais surpreende é a rede conseguir ler o nome de um site HTTPS. Isso acontece duas vezes:

  1. Na consulta DNS. Na maioria dos aparelhos, a pergunta "onde fica exemplo.com.br?" vai sem criptografia até o resolvedor da rede.
  2. No início da conexão segura. Para chegar ao site certo num servidor compartilhado, o navegador diz o nome dele no handshake do TLS (a indicação do nome do servidor, SNI, RFC 6066) antes de a criptografia começar.

O DNS criptografado e o Encrypted Client Hello fecham essas brechas, mas a maioria dos celulares e sites ainda não usa os dois. A VPN fecha já, porque coloca tudo dentro de um único túnel criptografado. Nosso guia sobre o que a sua operadora pode ver explica a mesma questão um nível acima.

Mais duas ferramentas grátis

Esta página tem duas irmãs, feitas do mesmo jeito:

  • Qual é meu IP mostra o endereço que os sites veem e confere se o navegador vaza outro pelo WebRTC. Ela mostra seu IPv4 e seu IPv6 com o país e a cidade para onde cada um aponta, direto dos nossos próprios servidores, que respondem sem registrar nem guardar os endereços.
  • VPN bloqueada neste Wi-Fi? pergunta o que você vê (uma página de login, um tempo esgotado, sites que falham) e mostra os passos para o seu caso.

Perguntas frequentes

É seguro usar a ferramenta no Wi-Fi público?

Sim. Ela só lê o que o navegador já sabe sobre a visita, e nada é enviado para a gente.

O dono do Wi-Fi vê mesmo tudo isso?

Quem administra uma rede pode registrar essas informações se o equipamento estiver configurado para isso, e muitos roteadores e sistemas de hotspot conseguem. Se um café específico faz isso é outra história. A ferramenta mostra o que é possível, não adivinha o que uma rede faz. Nosso artigo sobre o que o dono do Wi-Fi pode ver passa por redes de casa, do trabalho, de hotel e de faculdade.

A ferramenta mostra outro resultado com VPN?

A página não consegue detectar a VPN, então mostra as mesmas medições. Use a chave para ver o que a rede enxergaria no lugar: uma conexão criptografada e nenhum nome de site.

Se o registro deu vontade de tirar o Wi-Fi da jogada, entre no beta da PryVPN.

Fontes

  1. W3C: Navigation Timing Level 2 (em inglês)
  2. W3C: Resource Timing (em inglês)
  3. RFC 6066: extensões do TLS, incluindo a indicação do nome do servidor (SNI, em inglês)
  4. IETF: TLS Encrypted Client Hello (rascunho, em inglês)

Viu algum erro? Escreva para support@pryvpn.com; a gente corrige e atualiza a data.

Para ir além

Guias e artigos de ajuda sobre o mesmo assunto.

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