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O dono do Wi-Fi pode ver o que eu acesso? Em casa, no trabalho e no hotel, com e sem VPN

Quem administra uma rede Wi-Fi vê os seus aparelhos, os sites que você visita e quantos dados usa. Veja o que o HTTPS, a aba anônima e uma VPN mudam.

Equipe PryVPNPublicado em 5 min de leitura
Resposta curta

Sem VPN, quem administra o Wi-Fi consegue ver quais aparelhos se conectam, quais sites e serviços eles acessam e quantos dados usam, mas não o conteúdo das páginas HTTPS. Com uma VPN, vê apenas uma conexão criptografada até um servidor, quando ela está ativa e o tamanho dela. A aba anônima não muda nada disso.

"Quem controla este Wi-Fi consegue ver o que eu faço?" É uma das dúvidas de privacidade mais comuns, e a resposta honesta é: mais do que quase todo mundo imagina, menos do que alguns temem. Veja o que essa pessoa enxerga, como enxerga e o que muda de verdade.

O que dá para ver e o que não dá

A tabela mostra o caso típico: um celular no Wi-Fi de outra pessoa, abrindo sites e apps comuns. Quase todos os sites já usam HTTPS, que criptografa a página, mas não o destino.

O que quem administra o Wi-Fi consegue ver Sem VPN Com VPN
Quais aparelhos estão conectados, muitas vezes com o nome Sim Sim
Quais sites e serviços você usa Sim, pelo nome Não, só "um servidor de VPN"
As páginas que você lê e o que digita em sites com HTTPS Não Não
O mesmo no raro site ou app sem HTTPS Sim Não
Quando você está on-line e quantos dados usa Sim Só o total
O que você pesquisa no Google ou no Bing Não, só que você usou o buscador Não

A aba anônima não muda nenhuma linha. A janela privada só decide o que o seu próprio navegador guarda quando você a fecha; o tráfego sai do celular exatamente como sairia de uma aba normal. Comparamos os dois em modo anônimo x VPN.

Para ver essas linhas preenchidas com a sua própria visita, experimente o nosso teste de privacidade do Wi-Fi, grátis. Ele roda no seu navegador e não envia nada para lugar nenhum.

Quem é "o dono": casa, trabalho, hotel, faculdade

A mesma tecnologia dá a mesma visão para pessoas diferentes, então vale saber quem está do outro lado:

  • Em casa, é quem administra o roteador: você, seus pais, quem divide o apartamento com você ou o proprietário do imóvel. Quase todo roteador lista os aparelhos conectados, e alguns têm "controle parental" com um histórico dos sites de cada aparelho.
  • No trabalho, é a equipe de TI. Redes corporativas costumam filtrar e registrar o tráfego por segurança, e num celular gerenciado pela empresa elas veem muito mais pelo próprio aparelho.
  • Em hotel, café ou aeroporto, é o estabelecimento ou a empresa contratada para cuidar da rede. A página de acesso pode pedir e-mail, número do quarto ou uma conta de rede social, o que liga a sua visita a um nome.
  • Na faculdade, é o setor de TI do campus, com as próprias regras de uso.

Como essa pessoa vê

Não é preciso ser especialista. A informação vem de quatro lugares:

  1. A lista de aparelhos do roteador. Mostra cada aparelho conectado e muitas vezes o nome dele, como "Galaxy da Ana". O Android usa por padrão um endereço físico (MAC) aleatório diferente para cada rede, então o seu celular não é reconhecido por esse endereço de uma rede para outra, mas o nome que você deu a ele ainda pode aparecer.
  2. As consultas DNS. Antes de abrir um site, o celular pergunta o endereço dele. A não ser que essas consultas sejam criptografadas (com DNS sobre TLS ou HTTPS, que é o que a opção "DNS privado" do Android usa), o servidor DNS da rede vê cada nome, com o horário.
  3. O nome do site nas conexões seguras. No início de uma conexão HTTPS, o celular costuma enviar o nome do site sem criptografia, para o servidor saber qual certificado apresentar. Um padrão mais novo, o Encrypted Client Hello, esconde esse nome, mas só quando o navegador e o site oferecem suporte, e isso ainda não é a regra.
  4. Endereços e volume. Muitos serviços são reconhecidos pelos endereços aos quais o celular se conecta, e o tamanho e o ritmo do tráfego diferenciam uma chamada de vídeo de um download.

O que ela não consegue, em sites com HTTPS, é o conteúdo: a matéria que você lê, o produto que você olha, a senha que você digita.

O que uma VPN muda

Com a VPN ligada, o celular monta um túnel criptografado até o servidor de VPN antes de qualquer outra coisa sair, e o tráfego de todos os apps passa por dentro dele, consultas DNS incluídas. Quem administra o Wi-Fi passa a ver uma única conexão criptografada até um servidor: quando ela está ativa e quantos dados passam. Os sites, os nomes e as consultas somem da vista.

Na PryVPN, as consultas são respondidas pelo nosso próprio resolvedor dentro do túnel, que não guarda registros das consultas. Você pode conferir com o teste de vazamento do app. E, se ativar a conexão automática em Wi-Fi não confiável, o túnel sobe assim que você entra numa rede que não marcou como sua, sem precisar lembrar.

Uma coisa não some, só muda de lugar: o provedor de VPN passa a ocupar a posição que era da rede. Por isso importa o que uma VPN guarda, e explicamos isso em o que "sem registros" significa de verdade.

O que uma VPN não esconde

A VPN protege o caminho entre o seu celular e a internet. Ela não deixa você invisível:

  • Os sites e apps em que você faz login sabem que é você, com ou sem VPN.
  • O seu aparelho continua na rede. Quem a administra vê que ele está conectado e quanto envia, mas não o quê.
  • Celular gerenciado é outra história. Se a sua empresa ou instituição de ensino gerencia o aparelho, ou se você usa um perfil de trabalho, a organização consegue ver muita coisa pelo próprio celular, e pode nem deixar você usar a sua própria VPN. Veja outra VPN ou um perfil de trabalho.
  • A rede ainda pode bloquear você. Alguns hotéis e escritórios bloqueiam VPNs. Por que isso acontece e o que funciona está em o Wi-Fi do hotel bloqueia a sua VPN.

Redes do trabalho e da faculdade: um aviso honesto

Se a rede ou o celular são da sua empresa ou da sua faculdade, valem as regras deles. Uma VPN serve para manter a sua navegação privada em redes que você não controla, não para driblar regras que você aceitou. Num aparelho gerenciado por uma organização, parta do princípio de que ela vê o que o aparelho faz, e deixe o que é pessoal no seu próprio celular.

Respostas rápidas

O dono do Wi-Fi vê o meu histórico se eu usar a aba anônima? Vê. Ele enxerga a mesma lista de sites que numa aba normal. A aba anônima só impede que o navegador salve o histórico no celular.

Ele consegue ler as minhas mensagens do WhatsApp ou do Signal? Não. Esses apps usam criptografia de ponta a ponta. A rede vê que você usa o app e mais ou menos quanto, mas não o que você escreve.

Ele vê o que eu pesquiso no Google? As palavras, não, porque a pesquisa é criptografada com HTTPS. Sem VPN, dá para ver que você usou o Google.

A VPN também esconde a minha navegação da operadora do celular? Sim. Nos dados móveis, a operadora está na mesma posição do dono do Wi-Fi e, com uma VPN, vê uma conexão criptografada. Para a internet de casa, leia o que a sua operadora de internet vê.

Fontes

  1. Relatório de Transparência do Google: criptografia HTTPS na Web
  2. Cartilha de Segurança para Internet (CERT.br)
  3. RFC 7858: DNS sobre TLS (em inglês)
  4. RFC 8484: consultas DNS sobre HTTPS (em inglês)
  5. Android: randomização do endereço MAC no Wi-Fi (em inglês)

Viu algum erro? Escreva para support@pryvpn.com; a gente corrige e atualiza a data.

Sobre o autor

Equipe PryVPN

Quem constrói o app para Android, os servidores e a rede da PryVPN. Antes de publicar, conferimos cada afirmação sobre a PryVPN com a nossa política de privacidade.

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